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Equipes da Adapec realizam captura de morcegos em Rio Sono
Foto: Lenito Abreu
Lenito Abreu

A partir desta terça-feira, 27, duas equipes formadas por um médico veterinário e quatro fiscais agropecuários da Adapec - Agência de Defesa Agropecuária - iniciam mais uma captura de morcegos hematófagos (principal transmissor da Raiva na zona rural). A ação segue até sexta-feira, 30, e será feita em seis propriedades localizadas no município de Rio Sono, região Leste do Estado, a 148 km de Palmas.

As capturas serão realizadas em abrigos. Os morcegos hematófagos recebem uma pasta vampiricida, que além de matar o que é tratado, atinge os demais através da ingestão. O gerente do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros, Marcelo Inocente, explica que a ação tem a finalidade de evitar o aparecimento de novos casos da Raiva. “As equipes também realizam o cadastramento dos abrigos através de georreferenciamento para o monitoramento populacional das colônias”, afirma.

O presidente da Adapec, José Luciano Azevedo, alerta os produtores rurais para informarem tanto suspeitas de casos de Raiva, quanto a presença de animais agredidos ou suspeita da existência de abrigos, como fizeram os pecuaristas da região. “Basta ir ao escritório local do seu município e informar qualquer uma dessas ocorrências, que enviaremos equipes ao local para tomarem as medidas necessárias”, esclarece.

Este ano, os trabalhos de capturas de morcegos já passaram por 13 municípios do Estado. Atualmente, a Adapec conta com 20 fiscais agropecuários treinados e preparados para a função, formando 10 equipes. Além disso, cada ação tem o auxilio de um médico veterinário, que presta orientações técnicas e palestras. “Depois de realizarmos as capturas, retornamos aos locais, em um prazo de dois meses, para constatar o resultado das atividades”, completa Inocente.

Raiva

É uma doença incurável, causada pelo vírus Lissavirus que é transmitido aos animais sadios através da pele ou da mucosa, por moderdura, arranhadura, ou lambedura. Os morcegos hematófagos atacam preferencialmente os animais herbívoros, e ocasionalmente o homem, transmitindo a doença. A forma de prevenção é a vacinação dos bovídeos, equinos, caprinos e ovinos e o controle populacional dos morcegos.

Dados

No Tocantins, em 2007, foram registrados 38 focos da doença que resultou em 131 animais mortos. Já em 2008 houve uma queda de 15% no número de focos, ou seja, 32 e uma redução de 19% no número de animais mortos, correspondendo a 106 mortes. Em 2009, o número subiu para 41 focos e 101 animais mortos.

Fonte: Secom

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